Márcio Cerbella – Inspiração e Estratégia
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Textos

LILA, LULA E A REVOLUÇÃO DAS CORES

Uma poesia sobre o direito de sonhar

Era uma vez um país que não perdera suas cores, mas tinha tanta gente cinza que já não enxergava as flores.

Havia pão que não chegava, abraços que não se davam, crianças com tantos sonhos que os adultos não escutavam.

Foi quando a Joaninha Lila, pequenina, mas atrevida, resolveu pintar de esperança as paredes da própria vida.

Não trouxe espada nem coroa, não prometeu fazer milagre. Trouxe uma pergunta simples: Por que a dignidade ainda cabe em tão pouca gente?

E saiu por cada esquina, com suas pintinhas de aquarela, descobrindo que um país não se enxerga só da janela.

É preciso pisar seu chão, ouvir seu povo, sua história, entender que não há futuro quando a fome vence a memória.

Lila encontrou quatro letras que pareciam conversar: uma ensinava a ser livre, outra convidava a abraçar.

*L* de Liberdade, que não se ajoelha ao medo.

*U* de União, que não faz da diferença um segredo.

*L* de Luta, para ninguém viver de favor.

*A* de Amor, que só é amor quando produz respeito e valor.

LULA!

Quatro letras, tantas leituras, tantos caminhos por trilhar. Mas nenhuma palavra é grande se não souber também escutar.

E Lila, que não era boba, sabia bem distinguir: ninguém transforma um país sozinho, nem há herói que possa tudo garantir.

Democracia não é presente, é conquista cotidiana. É ter direito de discordar, sem perder a essência humana.

É ver na criança um universo, na diferença, uma riqueza, no trabalhador, uma história, na justiça, nossa fortaleza.

E o treze?

Ah, o treze virou poesia! Não por mágica ou devoção, mas por representar, na minha escolha, uma esperança de transformação.

Um país onde caibam todos, três palavras para começar: humanidade, dignidade e respeito, sem as quais não se pode sonhar.

Por isso, quando penso no futuro, não procuro um salvador. Procuro caminhos possíveis onde a vida tenha mais valor.

E se me perguntarem minha escolha, não preciso disfarçar: É 13. É Lula. É minha maneira de sonhar.

Não porque um homem seja perfeito, nem porque um número tenha poder, mas porque escolho acreditar num Brasil onde todos possam florescer.

E a Joaninha Lila, sorrindo, fez sua última travessura: pintou de todas as cores o que era apenas uma figura.

E escreveu no céu do Brasil, onde qualquer criança pudesse ler:

"Sonhar é um direito de todos. E transformar sonhos em realidade é o que dá sentido ao viver."

Porque o futuro não vem pronto, não nasce pronto, não vem de graça. Ele começa quando a esperança deixa de ser palavra e vira gente ocupando a praça.

E enquanto houver quem sonhe, nenhum cinza será definitivo. Pois um país só ganha cores quando seu povo é o verdadeiro motivo.

— Uma declaração poética de escolhas, sonhos e humanidade.

Marcio Cerbella
Enviado por Marcio Cerbella em 16/10/2026
Alterado em 16/10/2026
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