O amor em cada passo, no compasso ou descompasso, ou mesmo num lapso.
Em qualquer recanto, em qualquer canto, no encanto ou desencanto, o amor como ele é.
O amor que chega, que passa, que fica, que abraça, que implica, que nem sempre se explica.
O amor que se dá, que se deixa receber, que não precisa entender tudo aquilo que há de ser.
Se eu escutar e oferecer, ele sempre vai ser o amor do seu querer.
E se o seu querer não couber no meu desejo, ainda guardo o gosto do beijo, o calor da sua mão, o arrepio, a contradição.
O amor que invade, que transborda, que bate à porta e entra sem bater.
Que rasga o silêncio, que molha os olhos, que incendeia a pele, que faz o peito estremecer.
O amor no avesso, no tropeço, no começo de outro começo, no que não se pode prever.
No grito, no sussurro, na saudade que não passa, na vontade que ultrapassa o que a boca ousa dizer.
E no meio desse tanto, entre o riso e o pranto, entre o desejo e o espanto, teu cheiro no meu canto, minha voz no teu querer...
O amor, o amor, o amor como ele é...